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sexta-feira, 21 de junho de 2024

Dia Internacional da Educação Não Sexista


 No dia 21 de junho, é celebrado internacionalmente o Dia Internacional da Educação Não Sexista. Instituído em 1991 pela Rede de Educação Popular entre Mulheres da América Latina e do Caribe (Repem)*, a data ainda não tem uma cobertura adequada dos meios de comunicação de massa e sua divulgação só começou a ganhar destaque nos últimos anos.

Uma Educação Não Sexista se propõe a empreender ações que primem pela igualdade concreta entre os gêneros e orienta-se pelo que dispõe a Resolução 34/180 da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), de 18 de dezembro de 1979, a qual pugna a favor das “mesmas condições de orientação profissional, de acesso aos estudos e de obtenção de diplomas nos estabelecimentos de ensino de todas as categorias”. A Resolução propõe também a “eliminação de qualquer concepção estereotipada dos papéis masculino e feminino em todos os níveis”.

A discussão sobre o enfrentamento ao sexismo contribui para a construção de uma sociedade democrática e inclusiva, vez que, ao discriminar pessoas em razão de sexo, gênero e/ou orientação sexual, acaba por se limitar a participação delas nas engrenagens da sociedade.

É importante termos como parâmetro a necessidade de implantação de novas ideias e valores que não reforcem ou mesmo naturalizem a concepção de um mundo masculino superior ao feminino; de ideias e valores que não limitem a capacidade e autonomia feminina mas que, ao contrário, estabeleçam uma situação de igualdade de condições e de oportunidades para ambos os sexos, respeitando as diferenças de cada gênero.

Nas salas de aula, para se contrapor à Educação Sexista devemos:

  • evitar divisões de grupos por sexo;
  • fazer leituras críticas dos livros didáticos a partir das perspectivas de gênero;
  • analisar a realidade da sociedade brasileira e a importância da mulher nessa sociedade;
  • e acabar com os estereótipos que enclausuram homens e mulheres em mundos divididos por rígidos padrões de comportamento.

* Criada em 1982, a Repem conta com 172 organizações filiadas, de 19 países latino-americanos, que realizam atividades na perspectiva de justiça nas relações de gênero e de empoderamento das mulheres. A Coordenação Executiva da Rede tem sede em Montevidéu, no Uruguai. No Brasil, seu trabalho está vinculado ao da Rede Mulher de Educação (RME), ONG feminista fundada em 1981 pela educadora e socióloga Moema Viezzer

terça-feira, 18 de junho de 2024

Dia Mundial do Orgulho Autista

 No dia 18 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Orgulho Autista. A data foi celebrada inicialmente no ano de 2005, pela organização americana, Aspies for Freedom. No Brasil, especificamente em Brasília, um grupo de pais, familiares e amigos de pessoas com autismo, aderiu ao movimento, e desde então a data tem se tornado mais popular no país a cada ano.

O objetivo do Dia do Orgulho Autista é mudar a visão negativa dos meios de comunicação quanto ao autismo, e também da sociedade em geral, passando o autismo de “doença” para “diferença”. Assegurar que as pessoas com autismo não são doentes, mas sim que elas possuem algumas características próprias que lhes trazem desafios e recompensas únicas, é a essência da comemoração.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve atrasos e comprometimentos do desenvolvimento, seja da linguagem, seja no comportamento social. Os sintomas podem ser emocionais, cognitivos, motores ou sensoriais. O diagnóstico definitivo é dado após os 3 anos de idade, mas os sintomas podem ser observados antes disso e os cuidados podem ser iniciados de imediato.


Matrículas 2024.2 Graduação e Pós-Graduação

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quinta-feira, 13 de junho de 2024

Dia de Santo Antônio

  O Dia de Santo Antônio é celebrado em 13 de junho. Santo Antônio é um santo católico popularmente conhecido como casamenteiro. Sua celebração faz parte da Festa Junina.





"O Dia de Santo Antônio é celebrado em 13 de junho. É uma data comemorativa presente no calendário do catolicismo. Essa celebração é bastante tradicional, fazendo parte das Festas Juninas. Santo Antônio é popularmente conhecido como o santo casamenteiro.

A associação de Santo Antônio com o casamento fez com que surgissem simpatias realizadas por aqueles que procuram o amor e o casamento. A celebração a Santo Antônio não é feriado nacional, mas é muito importante para a cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul."

"O que se comemora no Dia de Santo Antônio?
O 13 de junho é conhecido por todos os católicos como o Dia de Santo Antônio, um santo popular da fé católica, bastante conhecido por ser casamenteiro. Nessa data, que faz parte da Festa Junina, se celebra a importância desse santo e todos os milagres que ele fez. A data é, portanto, uma homenagem a ele."

"Origem do Dia de Santo Antônio"
O Dia de Santo Antônio é celebrado no 13 de junho porque foi quando ele faleceu em 1231, em Pádua, na Itália. Sua celebração como santo católico se consolidou com a canonização de Santo Antônio, em 1232. Além disso, a associação do Dia de Santo Antônio com a Festa Junina se deu por influência da cultura portuguesa. Acredita-se que a celebração a Santo Antônio durante a Festa Junina tenha se dado em Portugal, por volta do século XIV."

"Por que Santo Antônio é conhecido como santo casamenteiro?
Santo Antônio é conhecido por ser casamenteiro, sendo muito comum na cultura popular que as pessoas façam simpatias e preces para ele caso queiram se casar. Sua fama se consolidou devido a algumas histórias que lhe foram atribuídas. As biografias desse santo contam que ele era contrário aos casamentos arranjados, defendendo que eles deveriam ser motivados unicamente pelo amor.

Além disso, outra história conta que Santo Antônio ajudou um jovem que queria se casar, mas não tinha dinheiro para pagar pela cerimônia. Santo Antônio teria ajudado esse rapaz dando parte do dinheiro das ofertas recebidas pela igreja ao casamento. Uma variação dessa história conta que um jovem pobre rezou a Santo Antônio para que ele o ajudasse a se casar, garantindo o auxílio para a cerimônia.

Simpatias para o Dia de Santo Antônio
Por ter o epíteto de santo casamenteiro, é muito comum que as pessoas façam alguma simpatia para que Santo Antônio realize o amor para elas e permita que se casem. Existem diversas simpatias da crença popular que reforçam o desejo de encontrar um(a) parceiro(a) e casar-se.

Uma delas fala de encher um copo com água e cachaça, e então mergulhar uma pequena imagem do santo no copo, mantendo-o mergulhado enquanto uma prece é realizada. Assim que a prece se encerrar, a imagem deve ser retirada do copo. Outra simpatia fala sobre rosas que devem ser colocadas em um altar a Santo Antônio até murcharem, e, quando isso ocorrer, as rosas murchas devem ser levadas para a igreja.

História de Santo Antônio
Santo Antônio nasceu na cidade de Lisboa, em Portugal. Sua data de nascimento é alvo de polêmicas, sendo bastante comum que seja celebrada em 15 de agosto de 1195. Entretanto, outros estudos apontam que ele teria nascido em 1188 ou 1191. Não são conhecidos detalhes sobre sua família e sua condição de vida, mas sabemos que o seu nome de nascença era Fernando.

Ingressou na vida religiosa e aderiu à ordem dos franciscanos, comungando dos valores de uma vida simples, desvinculada de posses terrenas, e atuando em ações missionárias. Foi ao Marrocos para levar o cristianismo, mas sua saúde o forçou abandonar o local, indo à Península Itálica, onde viveu por anos.

Na Península Itálica, Santo Antônio tornou-se um importante pregador, sendo reconhecido por sua eloquência e por ter um enorme conhecimento. Durante suas andanças pela Península Itálica, chegou a conhecer pessoalmente São Francisco de Assis. Fez uma viagem à França, onde ajudou a combater os albigenses, um movimento cristão que surgiu na França e foi considerado herege pela Igreja Católica.

Ao retornar à Península Itálica, seguiu como pregador, assumindo também cargos importantes no interior da Igreja Católica. Fundou um convento em Pádua e promoveu uma série de iniciativas de apoio aos pobres. Faleceu em 13 de junho de 1231, após sentir-se mal, e foi canonizado menos de um ano depois de sua morte. Em 1946, foi reconhecido como doutor da Igreja."

Dia dos Namorados

 O Dia dos Namorados chegou, novamente. É um momento de jantares à luz de velas, caixas de bombons em formato de coração e (dependendo do seu status de relacionamento) assistir a antigas comédias românticas enquanto bebe vinho sozinho. De fato, é uma grande celebração. Mas de onde veio? Por que nos importamos tanto com isso?

Antes de responder essa pergunta, é preciso esclarecer que apenas no Brasil o "Dia dos Namorados" é comemorado nesta quarta-feira, 12 de junho. No resto do mundo, a data oficial dos apaixonados é 14 de fevereiro, quando é celebrado o "Valentine's Day".

O "Dia dos Namorados", como conhecemos no Brasil, surgiu em 1948 e foi idealizado pelo publicitário João Dória, pai do ex-governador de São Paulo João Doria Jr, por motivos comerciais. O objetivo era melhorar as vendas da loja pela qual ele foi contratado durante o mês de junho, que é um período de desaquecimento comercial.



Já o dia 12 foi escolhido por anteceder ao Dia de Santo Antônio, conhecido como o santo casamenteiro. A repercussão positiva da ação fez com que outros comerciantes aderissem à data e, em seguida, toda a população. Desde então, 12 de junho passou a ser, oficialmente, o "Dia dos Namorados" no Brasil. Dito isso, vamos entender de onde surgiu o "Valentine's Day" ou o "Dia dos Namorados original".

As pessoas vêm tentando responder a essas perguntas há muito tempo. O New York Times ponderou sobre a origem do dia em uma reportagem publicada em 1853, mas chamou-o de “um daqueles misteriosos problemas históricos ou antiquários que estão condenados a nunca serem resolvidos”.

Agora, em 2024, 171 anos depois daquela ponderação, vamos tentar novamente. Abaixo está um breve guia sobre algumas das principais teorias sobre a origem do Dia dos Namorados, desde a Roma Antiga até os tempos atuais.

Pode ter sido uma bacanal romana

A explicação mais comum para a origem do Dia dos Namorados é o antigo festival de Lupercalia, da Roma Antiga, um rito de fertilidade turbulento, regado a vinho, em que homens e mulheres romanos formavam pares. Por décadas, inclusive, essa teoria apareceu em artigos de notícias.

A Lupercalia foi celebrada durante séculos em meados de fevereiro e, eventualmente, à medida que o Império Romano se tornou menos pagão e mais cristão, foi transformada numa celebração em homenagem a São Valentim. Noel Lenski, historiador da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, disse à Rádio Pública Nacional, em 2011, que o evento era conhecido por sua devassidão e nudez, até que o Papa Gelásio I o tornou um feriado cristão no século V.

— Foi mais uma festa de bebedeira, mas os cristãos colocaram as roupas de volta. Isso não impediu que fosse um dia de fertilidade e amor — disse Lenski. — Isso não impediu que fosse um dia de fertilidade e amor.

Há pouca informação confiável sobre a vida de São Valentim. Em 1923, o NYT disse que o dia poderia celebrar dois santos diferentes chamados Valentim, que foram transformados em um único personagem. (Mas nenhum deles parecia particularmente romântico).

De acordo com uma história popular, publicada no The Boston Globe em 1965, São Valentim foi preso após desafiar uma ordem do imperador Cláudio que proibia os soldados romanos de se casarem.

São Valentim acabou decapitado por seu zelo religioso, uma morte que os homens romanos decidiram celebrar tirando os nomes de jovens elegíveis de uma urna.

— Esse costume persistiu por muitos anos e acabou chegando à Alemanha e à Inglaterra — afirmou ao The Globe.


Uma chance de celebrar a primavera em fevereiro

Mas nem todo mundo está convencido dessa versão dos acontecimentos. Jack B. Oruch, professor de inglês da Universidade do Kansas, também nos EUA, que morreu em 2013, estudou o Dia dos Namorados como parte de sua pesquisa sobre o poeta Geoffrey Chaucer. Ele estava convencido de que Chaucer era a fonte de ideias modernas sobre São Valentim.

Em um artigo acadêmico publicado em 1981, Oruch argumentou que não havia evidências documentadas de uma tradição romântica ligada à São Valentim antes de Chaucer escrever os poemas “Parlement of Foules” e “The Complaint of Mars”, no final do século XIV.

Chaucer, portanto, pode ter ligado São Valentim ao romance porque era conveniente: o dia do santo, em 14 de fevereiro, ocorria em um momento que os britânicos do século XIV acreditavam que era o começo da primavera, com os pássaros começando a acasalar e as plantas começando a florescer, escreveu Orush. (Na verdade, a primavera só começa em 21 de março no hemisfério Norte. Em fevereiro, eles ainda estão no inverno).

Do ponto de vista de Chaucer, uma vantagem adicional era que os europeus da época achavam que "Valentine" (ou Valentim, em português) era um nome com um som agradável. Outros santos celebrados em meados de fevereiro tinham nomes com menos apelo poético: Santa Escolástica, Santa Austreberta, Santa Eulália e Santa Eormenhild.


segunda-feira, 10 de junho de 2024

Matrículas 2024.2

As matrículas para 2024.2, já começaram na Faculdade de Ciências de Goiana - FCG, não perca mas tempo e faça hoje mesmo a sua .



 

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Dia da Logística

 



dia do profissional de logística é comemorado no dia 06 de junho, uma data que reconhece a importância indispensável desses trabalhadores para o bom funcionamento do mundo em que vivemos.

Qual é a origem do Dia da Logística?

Dia da Logística, celebrado em 6 de junho, tem uma origem bastante surpreendente: o Dia D, desembarque das forças aliadas na Normandia durante a Segunda Guerra Mundial.

Pode parecer estranho associar um evento militar com a área de logística, mas essa data foi escolhida justamente por destacar a importância da organização e planejamento na missão do Dia D.

Como explica o conteúdo do Instituto Federal Catarinense, o Dia D foi um dos maiores e mais importantes movimentos logísticos mundiais.

O sucesso da operação dependia de uma logística impecável, desde o transporte de tropas e equipamentos, até o abastecimento de suprimentos.

A escolha do Dia D como o Dia da Logística serve como um lembrete de que essa área não se limita apenas no transporte de mercadorias.

Ela engloba um conjunto de atividades complexas que garantem o fluxo eficiente de produtos e informações, desde a origem até o consumidor final.

O que a logística tem a ver com a guerra?

A guerra, por mais brutal que seja, não se resume apenas a combates entre soldados. Nos bastidores de qualquer conflito, existe uma engrenagem complexa e essencial: a logística.

Sem ela, exércitos não se movem, armas não disparam e soldados não lutam.

A logística militar é responsável por toda a movimentação e gerenciamento de recursos necessários para o funcionamento de um exército, desde o fornecimento de alimentos e munição até o transporte de tropas e equipamentos.

É como se fosse a sustentação da guerra, garantindo que tudo funcione de forma sincronizada e eficiente.

O sucesso da Operação Overlord, no Dia D, durante a Segunda Guerra Mundial, dependia de uma logística impecável, que incluía o transporte de milhões de soldados, navios e aeronaves, além do fornecimento de suprimentos para as tropas.

As 05 fases da história da logística

A logística como conhecemos hoje é fruto de uma longa jornada marcada por avanços tecnológicos, mudanças nas demandas do mercado e a busca constante pela eficiência.

Embarquemos em uma viagem pelas 05 fases que moldaram a história da logística, desde seus primórdios até a era digital da Logística 4.0.

01. O início

No início da história da humanidade, as atividades econômicas se concentravam na subsistência, com cada comunidade produzindo apenas o suficiente para atender às suas necessidades imediatas.

Isso limitava a diversidade de produtos e a necessidade de uma logística complexa.

Os produtos eram fabricados e consumidos na mesma região, sem necessidade de transporte ou armazenamento em larga escala. A disponibilidade de produtos variava conforme as estações do ano, seguindo o ritmo da agricultura e da pesca.

Embora a subsistência tenha sido a realidade de muitas sociedades durante séculos, ela também deu origem aos primeiros passos da logística.

A necessidade de transportar produtos para locais de armazenamento, mesmo que de forma precária, demonstrava o início de um sistema mais organizado.

A fase 01 da história da logística foi fundamental para o desenvolvimento da sociedade humana, lançando as bases para a complexa cadeia de suprimentos que conhecemos hoje.

02. Integração rígida

A fase 02 da história da logística foi marcada por uma mudança fundamental: a sociedade não se contentava mais com produtos padronizados.

A demanda por variedade cresceu, exigindo uma maior flexibilidade nos processos produtivos.

As empresas precisaram se adaptar para atender às novas demandas, o que resultou em um aumento significativo na quantidade de produtos disponíveis.

A maior variedade de produtos levou a um aumento vertiginoso nos estoques, o que gerou desafios no seu controle e gerenciamento.

Para enfrentar esses desafios, a otimização das atividades e o planejamento rigoroso se tornaram elementos-chave. As empresas buscaram reduzir custos e aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos.

A década de 70 foi marcada por diversas crises, como a segunda crise do petróleo, que encareceu drasticamente o custo do transporte.

Essa crise impactou os meios produtivos, obrigando as empresas a reavaliarem suas prioridades.

As empresas passaram a dar mais atenção à manutenção e à gestão de suprimentos, buscando reduzir custos e otimizar os recursos.

Surgiram profissionais especializados em gerenciar matérias-primas, garantindo a disponibilidade de insumos para a produção.

Mesmo em meio às crises, a preocupação com a qualidade dos serviços prestados aos clientes cresceu. A logística passou a ter um papel fundamental na entrega de produtos e na satisfação do consumidor.

03. Melhorias na cadeia de suprimentos

Após a Segunda Guerra Mundial, o foco da logística se deslocou da produção bélica para o atendimento às demandas do mercado.

Isso impulsionou o desenvolvimento de novas práticas e ferramentas para otimizar a cadeia de suprimentos.

Implementado inicialmente em supermercados, o código de barras facilitou a identificação de produtos, a gestão de estoques e a redução de erros.

A crescente disponibilidade de tecnologia permitiu a integração de sistemas e a coleta de dados valiosos para a tomada de decisões.

No Brasil, a partir da década de 1980, o avanço tecnológico impulsionou a modernização dos processos logísticos. O foco se concentrou em aprimorar as técnicas de transporte, armazenamento e gestão de estoques.

A partir dos anos 90, a logística se consolidou como uma área de conhecimento científico, com estudos aprofundados sobre as relações entre os diferentes elementos da cadeia de suprimentos.

A fase 03 foi marcada pela adoção da integração flexível, um modelo que priorizava a adaptabilidade e a eficiência.

Isso foi fundamental para que as empresas se adaptassem às demandas do mercado globalizado e enfrentassem a competitividade internacional.

04. O desenvolvimento da logística e das cadeias de suprimentos

O conceito de logística demorou a se consolidar no Brasil. Sua difusão iniciou nos anos 80, ganhando impulso a partir de 1994 com a estabilização econômica.

Até então, a alta inflação, a economia fechada e a baixa competitividade relegavam a logística a um segundo plano, gerando um atraso de mais de 10 anos em relação às práticas internacionais.

A estabilização da moeda e a redução da inflação em 1994 proporcionaram um ambiente mais favorável para o desenvolvimento da logística.

Empresas e consumidores se sentiram mais seguros para investir e se arriscar no mercado.

Nos anos 90, o conceito de Supply Chain Management (SCM) se popularizou, traduzido no Brasil como Gestão da Cadeia de Suprimentos (GCS).

Essa nova perspectiva englobava a logística como parte de um sistema mais amplo.

A logística se consolidou como uma área especializada na cadeia de suprimentos, focando no transporte e armazenamento. As empresas passaram a incorporar seus setores em três áreas principais:

  • Logística de inbound: aquisição e captação de suprimentos, gerenciamento de estoques e almoxarifados;
  • Logística de outbound: distribuição e entrega de produtos acabados, incluindo depósitos, faturamento, transporte e distribuição;
  • Logística de programação e apoio: suporte à produção, envolvendo Programação e Controle da Produção (PCP) e Programação e Controle de Materiais (PCM).

05. Logística 4.0

Impossível falar de Logística 4.0 sem entender a Indústria 4.0, também conhecida como a Quarta Revolução Industrial. Esse conceito se popularizou nos últimos anos e se caracteriza pela automação das fábricas por meio de sistemas ciberfísicos.

A Indústria 4.0 visa criar fábricas mais flexíveis, eficientes e capazes de atender às demandas dos clientes personalizadamente.

A necessidade de otimizar o armazenamento e a distribuição de uma produção mais focada nas necessidades dos clientes deu origem à Logística 4.0.

Essa fase representa uma evolução significativa em relação à logística tradicional, com maior produtividade, exigindo altos investimentos em tecnologia.

Inteligência Artificial (IA) desempenha um papel fundamental na Logística 4.0, permitindo que sistemas aprendam, analisem dados e tomem decisões autônomas.

A Logística 4.0 continua em desenvolvimento, mas já está transformando radicalmente a cadeia de suprimentos. As próximas etapas dessa jornada trarão ainda mais inovações, como a integração com a inteligência artificial avançada e a computação.

Panorama da logística no Brasil hoje

O setor logístico no Brasil é um dos mais importantes da economia, responsável por conectar produtores, consumidores e mercados globais.

Ao longo das últimas décadas, a logística brasileira experimentou um crescimento significativo, impulsionado por fatores como a estabilização econômica, a abertura comercial e o avanço tecnológico.

De acordo com um levantamento da JK Capitalo setor logístico representa 13% do PIB brasileiro.

No entanto, o setor também enfrenta diversos desafios, como a infraestrutura precária, a alta informalidade, a complexa burocracia e a falta de mão de obra qualificada.

Esses desafios impactam diretamente a eficiência e a competitividade da logística no país, elevando custos e limitando o potencial de crescimento.

A expectativa é que a logística no Brasil continue se desenvolvendo nos próximos anos, impulsionada por fatores como:

  • Logística 4.0: a adoção de tecnologias da Indústria 4.0 na cadeia de suprimentos trará maior visibilidade, automação e eficiência aos processos logísticos;
  • Sustentabilidade: a preocupação com o meio ambiente levará à adoção de práticas logísticas mais sustentáveis, como o uso de veículos elétricos e a otimização de rotas;
  • Nearshoring: a tendência de empresas transferirem suas operações de produção para países vizinhos pode aumentar a demanda por serviços logísticos no Brasil.

Qual é o grande desafio da logística nos dias atuais?

O setor logístico enfrenta diversos desafios nos dias atuais, mas um dos maiores é, sem dúvida, a complexidade.

As cadeias de suprimentos se tornaram mais extensas e interconectadas, abrangendo diversos países e culturas.

Isso aumenta a visibilidade e a rastreabilidade dos produtos, mas também torna a logística mais vulnerável às interrupções e eventos inesperados.

Para superar esses desafios, o setor logístico precisa adotar soluções inovadoras e investir na adoção de tecnologias da Indústria 4.0 pode melhorar a visibilidade da cadeia de suprimentos, automatizar tarefas e otimizar rotas.

Principais tendências logísticas para 2024

Em 2024, as principais tendências que moldarão o futuro da logística incluem sistemas inteligentes, que estão sendo utilizados para otimizar rotas, prever a demanda, automatizar tarefas repetitivas e tomar decisões em tempo real.

A rastreabilidade completa de produtos e materiais ao longo da cadeia de suprimentos está se tornando cada vez mais importante.

Tecnologias como, videotelemetriaIoT e RFID (Radio Frequency Identification) permitem o monitoramento em tempo real do status dos produtos, desde a origem até o destino final.

A preocupação com o meio ambiente está impulsionando a adoção de práticas logísticas mais sustentáveis.

Isso inclui o uso de veículos elétricos, embalagens ecológicas, otimização de rotas para reduzir emissões e adoção de fontes de energia renovável em armazéns e centros de distribuição.

Para se manterem competitivas no futuro, as empresas de logística precisam:

  • Investir em tecnologias inovadoras da Indústria 4.0;
  • Adotar práticas sustentáveis para reduzir o impacto ambiental;
  • Desenvolver soluções logísticas sob demanda e personalizadas para atender às expectativas dos consumidores;
  • Capacitar seus profissionais para lidar com as novas tecnologias e processos.

A logística tem um papel essencial na economia mundial, sendo palco de inovações tecnológicas, novos processos e melhorias contínuas, influenciando vários setores da sociedade.